a expansão e produtividade da agricultura no Brasil


Com o intuito de garantir segurança alimentar à população (crescentemente urbana) e reduzir os preços dos alimentos, o governo instituiu políticas para aumentar a produção e a produtividade agrícola, incluindo investimentos públicos em pesquisa e desenvolvimento (P&D), extensão rural e crédito rural subsidiado (Chaddad, 2016). Além disso, os produtores rurais, com determinação para assumir riscos e empreender, tiveram papel preponderante para que o setor agrícola brasileiro experimentasse rápido desenvolvimento, tendo sido também importantes as diversas formas de organização dos produtores e das cadeias produtivas.

Embora tenha havido expressiva expansão da produção e da produtividade, a ocupação e o uso do solo demonstram que a agricultura brasileira, além de pujante, tem sido bem-sucedida na conservação do meio ambiente. A área total de terras ocupada e em uso no Brasil é de aproximadamente 30%, enquanto as Áreas de Preservação Permanente (terras indígenas, unidades de conservação) e as áreas em propriedades privadas separadas em função da legislação ambiental – como Reserva Legal (RL) e áreas de proteção – representam quase 50% do território brasileiro. Somando-se a vegetação nativa em terras não cadastradas, esse percentual chega a 66% (Miranda, 2017). As lavouras e florestas plantadas ocupam apenas 9% do território; as pastagens plantadas, 13%; e as nativas, 8%.

No caso da bovinocultura de corte, o efetivo mais do que dobrou nas últimas quatro décadas, enquanto a área de pastagens teve pequeno avanço e até diminuiu em algumas regiões. O crescimento da produtividade explica-se, principalmente, pelo aumento substancial da proporção de pastagens plantadas com cultivares de gramíneas e leguminosas com maior produtividade e qualidade e adaptadas aos diferentes ambientes brasileiros. Esse processo é reflexo também do melhoramento genético animal e da adoção de boas práticas pecuárias, resultando no aumento do ganho de peso dos animais, na diminuição da mortalidade, no aumento das taxas de natalidade e também na expressiva diminuição da idade no abate, com forte melhora nas taxas de desfrute do rebanho (Menezes et al., 2016), que evoluiu de 15% para 25%.


Fonte: Embrapa - Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento

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