De olho nos índices!



Como todo bom investidor já sabe, estar de olhos nos índices é crucial para movimentar seu portfolio e não sofrer com as idas e vindas do mercado. Um desses índices que deve ser analisado periodicamente, se chama ICB - Índice de Commodities do Brasil.

O objetivo é que o ICB sirva como referencia ou benchmark para avaliar o desempenho dos seus negócios com commodities e compara-los com outros ativos ou aplicações financeiras.

Como já dito em post anteriores, ao diversificar a sua carteira de investimentos, você consegue se proteger da queda de um ativo, tendo alta em outros, o equilíbrio na hora de montar seu portfolio é o que separa os homens dos meninos!


Hoje em dia, qualquer commodity que tenha contrato futuro e seja negociada na Bolsa de Valores pode compor o ICB. Entretanto, desde a criação do índice, apenas quatro commodities participaram de sua composição. São elas: boi gordo, café, milho e etanol hidratado.

Para o desenvolvimento do índice, foi estabelecido o uso de duas variáveis: a produção e a liquidez das commodities – sendo a última o item de maior relevância no cálculo do ICB. Além disso, o índice é calculado utilizando uma média de produção das commodities nos últimos cinco anos.


Investir em ações de produtoras de commodities vale a pena, pois são empresas relevantes para a economia e para o consumo nacional e internacional.

Porém, é preciso ter ciência das características desse mercado para escolher boas empresas na composição de uma carteira forte de investimentos realmente vencedora.

As principais vantagens e pontos de atenção são:

  • Relevância global: as commodities são produtos de relevância e consumo global, necessárias para as operações dos mais diversos tipos de empresas na cadeia produtiva.

  • Diversificação de carteira: ao incluir empresas de commodities na sua carteira, você ganha mais uma possibilidade de aumentar a diversificação dela, reduzindo assim, os riscos gerais dos investimentos.

  • Demanda internacional: produtores de commodities abastecem o mercado mundial e não apenas o mercado interno.

  • Volume de exportações e ganhos com o câmbio alto: como as commodities são cotadas internacionalmente, as receitas desse tipo de empresa aumentam quando elas exportam a uma taxa de câmbio mais elevada. O lado negativo é que as dívidas contraídas em dólar e os planos de expansão no exterior também ficam mais caros.

  • Ciclos de altas e baixas: a demanda pelas commodities é considera cíclica, isto é, passam por longos períodos de alta e baixa. Logo, o investidor deve estar preparado emocionalmente e na montagem da estratégia da sua carteira para não sofrer com os ciclos de baixas das commodities e não se deixar levar pela euforia dos momentos de alta.

  • Regulação governamental e internacional: as commodities também tem regulação governamental e regras internacionais de comércio como fatores de risco associados.

  • Perfil e objetivos de investidor: a estratégia investir em ações commodities também deve estar associada ao seu perfil de investidor e objetivos como investidor. Como há um fator de risco maior por não haver diferenciação no produto, avalie quais empresas e em que proporções faz sentido ter produtoras de commodities na sua carteira.


Por fim, é importante ressaltar que investir em ações de empresas produtoras de commodities é diferente de investir nos contratos futuros commodities por meio do mercado de derivativos.



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