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  • Caroline Hirasaka

Americanas: Como a quebra dessa empresa afeta a economia brasileira


Tudo virou “pelo avesso” na empresa quando o recém-empossado CEO, Sergio Rial, anunciou inconsistências contábeis de R$ 20 bilhões encontradas na conta da companhia – valor que, mais tarde, evoluiu para um impressionante rombo de R$ 43 bilhões.

Desde então, as ações da empresa derreteram, levando junto papéis de outras varejistas, como Magazine Luiza (MGLU3) e Via (VIIA3). Até o próprio Ibovespa, o principal índice da bolsa brasileira, caiu com a turbulência.

Outros mercados também foram afetados pela crise, como o de FIIs (fundos imobiliários) que são lastreados em imóveis ocupados por lojas da rede, e o de FIDCs (Fundos de Investimentos em Direitos Creditórios).

“Para a economia é negativo você ter uma das maiores varejistas do país quebrando, exatamente porque ela tem o seu papel de importância no fluxo de capital do país como um todo”, aponta Heitor De Nicola, sócio e especialista de Renda Variável da Acqua Vero.


EMPREGOS EM JOGO

André Fernandes, head de renda variável e sócio da A7 Capital, reforça que o maior impacto é no mercado de trabalho. Só a Americanas emprega 45 mil pessoas, e mais 60 mil indiretos.

“Inclusive o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, fez duras críticas ao grupo controlador da empresa, citando até que o rombo ‘tem cheiro de fraude’. Isso tende a esquentar ainda mais as conversas para a solução da situação, pelo medo de 45 mil pessoas serem demitidas em caso de quebra”, afirma.

Fernandes destaca que além de demissões, sempre que uma grande empresa entra em um processo desse é ruim, pois freia investimentos e significa um canal a menos para gerar emprego, renda e atividade econômica.


Crédito empresarial

Os bancos também costumam ser os maiores credores dessas empresas – logo são quem acabam tendo que lidar com o maior prejuízo.

De uma forma resumida, o problema da Americanas foi com o risco sacado. Basicamente, a empresa antecipam o fluxo de pagamento por meio das instituições financeiras, e as instituições pagam as dívidas dos fornecedores e a companhia passa a dever para os bancos.

Esse é um mecanismo comum no setor de varejo. Mas a quebra de uma grande varejista cria uma insegurança e desconfiança para o setor como um todo. Com isso, os bancos podem endurecer a liberação de crédito para empresas, reduzindo os prazos e elevando os juros.


Casos como esse, só ressaltam ainda mais a importância da diversificação de investimentos. Isso porque, quanto maior o montante investido, maior a perda.


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Fonte: Money Times




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