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  • Caroline Hirasaka

ESG no mercado financeiro

Atualizado: 12 de abr. de 2023

Quando você faz alguma compra ou aquisição, está influenciando os caminhos do mercado financeiro. Afinal, o que você faria ao descobrir que a sua marca de sapatos favorita usa mão de obra infantil na produção? Ou até mesmo, que o produtor de carne desmata florestas para manejo de gado? Você tem consciência de como os produtos são feitos? Isso impacta sua decisão de compra ou consumo?

Quanto maior o número de pessoas, maior a demanda por produtos, gerando um círculo vicioso de escassez, que precisava ser repensando. Escassez, por definição do dicionário, é a falta de um bem ou serviço em relação a sua necessidade. Os impactos dessa escassez começaram a ser percebidos. Desta forma, o consumo precisava ser feito de uma forma mais sustentável e consciente. Como vimos, a história nos apresenta diferentes cenários catastróficos e, buscando um olhar mais detalhado aos impactos sofridos pelo meio ambiente e a divulgação dos danos, foi lançado o relatório '' Nosso Futuro Comum'', em 1987.


Em 1990, Gro Brundtland traz o conceito de desenvolvimento sustentável, aprovado na RIO 92, no qual defende que os recursos para atender as necessidades do presente não deverão comprometer a capacidade das gerações futuras em atender as suas próprias necessidades.

Quando se alinha todos esses aspectos no mundo empresarial, busca-se a perenidade e o equilíbrio, ou seja, que os negócios sejam rentáveis atualmente e a longo prazo, em harmonia com todo o ecossistema.


Perenidade + equilíbrio = sustentabilidade



As boas práticas em sustentabilidade nunca estiveram tão presentes e ativas no mundo dos investimentos financeiros quanto na atualidade. Entender essa ligação não é uma tarefa trivial, e, para guiá-lo por alguns temas essenciais, criamos este post visando esclarecer todos os detalhes desse processo. Vamos lá?

Por que falar sobre sustentabilidade no mercado de investimentos?

No mercado financeiro, estamos acostumados a lidar com números. O preço das ações, os resultados trimestrais, as perspectivas de crescimento, de geração de lucro, entre outras quase infinitas possibilidades. Mas, nos últimos anos, começamos a ser bombardeados por questões que antes não nos despertavam tanto interesse e que agora parecem influenciar cada vez mais como esses números se comportam.

A sustentabilidade não é um assunto novo quando se fala sobre o mercado de investimentos. É uma agenda que já é debatida há algumas décadas, mas ainda era percebida pelas empresas como uma ação paralela ao centro do modelo de negócios.

Nesse período, as temáticas que traduzem os aspectos ambientais, sociais e de governança corporativa tomaram conta dos debates e, em tempos de pandemia e juros oscilantes, o assunto ganhou novas proporções e ainda mais projeção no mercado.

Diante das mudanças trazidas pela Revolução Industrial e pela demanda de uma população mundial consumidora de produtos e serviços, os temas relacionados aos aspectos ambientais e sociais tornaram-se relevantes no mundo corporativo e no mercado financeiro.


Somente no Brasil, estima-se que esses fundos captaram ao menos R$ 2,5 bilhões em 2020, segundo levantamento realizado pela Morningstar a pedido da Capital Reset.

E, de acordo com esse mesmo levantamento, foram lançados 85 novos fundos ASG em 2020, contra apenas 6 novos fundos com essa característica em 2019.





Dessa forma, os fatores socioambientais passaram a influenciar os resultados de companhias e o mercado financeiro começou a avaliar como ponderar adequadamente essas informações.

Mas, afinal, o que significa ASG?


Nada mais é do que a sigla para os aspectos ambientais, sociais e de governança corporativa. ASG também é conhecida pela sigla em inglês ESG, referir-se a Environmental, Social e Governance.

Questões ASG dizem respeito ao contexto de negócio das empresas, de que forma a interação da companhia com os stakeholders – meio ambiente, colaboradores, clientes, fornecedores, governo, mídia e sociedade – pode ser impactada ou impactar os negócios das companhias (o conceito de stakeholder será abordado posteriormente em outro post).

Cada uma destas letras representa uma das dimensões no escopo da sustentabilidade ou desenvolvimento sustentável.

Como vimos, o desenvolvimento sustentável tem um papel importante para o crescimento da sociedade e a preservação do meio ambiente, além de ser uma tendência positiva no mercado financeiro e no setor privado. Com essa prática, surge também a necessidade da criação de uma estratégia sustentável, gerando uma série de novas oportunidades de investimento e seus respectivos impactos na comunidade.


Seguindo esse pensamento, para as empresas surgem novas possibilidades de:


• Oportunidades de Negócios

- Processos

- Produtos

- Clientes

• Gestão de Riscos

- Mercado

- Operacional

- Reputação

• Compliance

- Órgãos reguladores

- Autorregulação

- Acordos voluntários


E você, o que achado das iniciativas de ESG no mercado financeiro? Deixe sua opinião nos comentários.


Fonte: ANBIMA



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